Santos, SP – Faltam exatamente três minutos para as duas horas da manhã, horário de Brasília. E, há poucos minutos, acabou a última partida deste sábado da National Hockey League, disputada entre Los Angeles Kings e Vancouver Canucks, os anfitriões. Eu sou Felipe Corrêa, e essa é minha primeira matéria escrita da temporada 2010-11.
Exatamente 40 anos atrás, o Vancouver Canucks fez sua estréia na NHL. Hoje é uma data comemorativa para eles, que fizeram uma cerimônia antes do começo do jogo com alguns (três, se não me engano) jogadores desta época indo ao rinque e sendo homenageados. Tanto o Vancouver quanto o Los Angeles usaram uniformes especiais, com os Canucks jogando de branco com o símbolo de stick e os Kings jogando de amarelo e roxo.
Logo na estréia dos dois times na temporada, tivemos um jogo bem equilibrado, com chances de gol e boas defesas aparecendo em ambos os times. Um chute na trave de Jack Johnson podia dar a imaginar que teríamos uma boa quantidade de gols, mas, mesmo não sendo esse o caso, ainda assim foi um ótimo jogo a se assistir.
Além do chute do defensor ianque dos Kings logo na etapa inicial, o Vancouver também teve suas chances no ataque, obrigando Jonathan Quick a ser rápido nas defesas para poder retomar o seu posto entre as redes. Uma primeira etapa sem gols, com 11 chutes para cada lado, isso graças aos esforços de Chrstian Ehrhoff, que se jogou de joelhos para impedir um gol de Wayne Simmonds, uma vez que ele tinha o gol aberto. Depois disso, Simmonds pegou uma sobra atrás do gol e deu um passe para Michal Handzus, mas o central acertou a trave com Luongo fora de posição. Destaque para a defesa dos Canucks, que conseguiu se defender dos três powerplays que os Kings tiveram, embora também desperdiçaram uma chance a favor deles.
Já no segundo período, as coisas pareciam não ir bem para os Kings. Como se não bastasse a boa atuação de Roberto Luongo, até o momento, anular o ataque, Anze Kopitar saiu do rinque no meio do período com alguma quantia de sangue a menos e alguns dentes também. Ele se machucou num lance em que Manny Malhotra, no canto do rinque, deu um chute para poder tirar o disco de sua defesa. Porém, Enquanto ele fazia isso, Kopitar tentou interceptá-lo, porém chegou no exato momento em que o stick de Malhotra estava subindo e acabou atingido.
Foi pouco depois da metade do jogo que Christian Ehrhoff abriu o placar em Vancouver, assistido pelos dois irmãos Sedin num powerplay. Los Angeles ainda ficou em desvantagem novamente com Jack Johnson próximo do fim do segundo período, mas dessa vez impediu que o placar aumentasse.
Já nos vinte minutos finais, parecia que os Kings tinham diminuído o ritmo, pois só tnham dado três chutes a gol em 14 minutos. Porém, uma interferência cometida por Ryan Kesler mudaria esse contexto, e o placar também. Aos 15:55, Justin Williams marcou o seu gol, também em powerplay, num chute no qual Luongo não pôde controlar o rebote.
A prorrogação foi totalmente unilateral. Embora o Vancouver chegado ao campo de ataque, não conseguiu oferecer perigo. Porém, outra interferência, dessa vez cometida por Kevin Bieksa, na metade da prorrogação, foi que eliminou qualquer reação. Roberto Luongo teve que fazer defesas de one-timer de Kopitar, Doughty e Stoll para forçar o primeiro shootout dos dois times na temporada. Jonathan Quick defendeu as cobranças de Mason Raymond e Ryan Kesler. Anze Kopitar e Jack Johnson garantiram a primeira vitória dos Kings esta temporada, por 2x1.
Além do jogo, fica meu destaque para Brayden Schenn que, embora não tenha pontuado, fez um bom jogo ofensivo e uma boa atuação. Quick também se tornou destaque, pois além do uniforme, também usou equipamentos retro, da cor marrom e um capacete em homenagem a Rogie Vachon.
Ah, eu já ia esquecendo: Quarenta anos atrás, o Vancouver Canucks estreou na NHL contra o Los Angeles Kings. O resultado do jogo foi 3x1. Para Los Angeles.
Estatísticas nos pormenores: http://www.nhl.com/ice/boxscore.htm?id=2010020023
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